Pesquisar este blog

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Felicidade: adote atitudes que elevam esse sentimento

Vamos começar 2.012 bem:


Adquira hábitos que garantem mais momentos recompensadores na sua vida

Por Andressa Basilio

Qual a relação entre dinheiro e felicidade?
Contrariando a ideia de que quanto mais, melhor, uma nova pesquisa feita pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, descobriu que não precisa ter uma carteira farta para ser feliz, mas de uma condição financeira estável envolvendo em torno de R$ 6.800. A explicação é simples: de acordo com os pesquisadores, uma renda muito pequena evidencia problemas emocionais associados a aborrecimentos, como doenças, solidão e divórcio.

Estado de contentamento, alegria, euforia e de satisfação íntima... isso tudo caracteriza o sentimento de felicidade. Para alcançá-la, de acordo com a explicação da pesquisa norte-americana, você teria que desembolsar cerca de R$ 81.600 todo ano, o que, no fim das contas, não sai nada barato. Mas, saiba que com algumas atitudes simples você consegue ficar mais próximo desse sentimento que faz tão bem e o melhor é que você não precisa gastar um centavo.

Confira sete pequenos hábitos que você pode começar a fazer agora.



Aproxime-se de quem você gosta - Getty Images1.Aproxime-se de quem você gosta

Você é o principal responsável pela sua felicidade, porém, as pessoas que estão a sua volta te fazem rir, te dão apoio, carinho e, por isso, ajudam e muito o nosso dia a dia a ser mais colorido. E não é só isso. "Nossos amigos agem como uma rede de sustentação que alivia as nossas quedas. A eles pedimos e damos conselhos, quando não sabemos o que fazer. Pedimos e damos colo e ombro para chorar. Essas experiências são valiosíssimas porque fazem com que nossa dor seja validada", explica a psicóloga Cecilia Zylberstajn. Por isso, não se esqueça nunca: nenhum homem é uma ilha. Procure manter seus amigos e sua família sempre por perto.


Participe de uma causa - Getty Images2.Participe de uma causa

De acordo com a pesquisa americana, o fator campeão de bem-estar é a religião, pois quem vai a igreja faz amigos por lá e compartilham de uma crença e objetivos comuns. Mais do que ser religioso, é importante ter uma causa, um motivo pelo qual você lute e acredite. A troca de informação e a convivência com outras pessoas que partilhem de opiniões parecidas e defendem causas semelhantes tem um impacto positivo e se torna mais um caminho para a felicidade.


Publicidade Dieta e Saúde3. Cuide da sua saúde

Comer melhor, dormir bem, movimentar o corpo, afastar o estresse, tudo isso são hábitos que favorecem a longevidade. Basta vontade de mudar. Para o cardiologista Bruno Ganem, hábitos saudáveis são capazes de melhorar a qualidade de vida e muito mais: fazem com que a pessoa fique otimista diante da vida.
Os bons hábitos alimentares também promovem uma onda de bem-estar e boa saúde. A nutricionista Lucyanna Kalluf explica: "Sem uma alimentação equilibrada o organismo fica suscetível a males como depressão, irritabilidade, insônia, ansiedade e mau humor. Além do risco da obesidade e doenças cardiovasculares", diz a especialista. Tudo isso é impeditivo para o estado de felicidade.


Cuide da sua saúde - Getty Images4. Não assuma tudo sozinho

Carregar o mundo nas costas traz dor, cansaço, desgaste e só. Quem tem o hábito de fazer isso precisa ficar atento e procurar alternativas para dividir as tarefas com as pessoas que querem e podem te ajudar. De nada adianta fazer tudo sozinho e ficar sem tempo para você mesmo. Divida seus problemas e funções, peça e aceite ajuda, trabalhe com prioridades. "Diante das situações, avalie e escolha sempre as melhores alternativas, aquelas que mais te interessam e são emergenciais. Deixe o que é menos importante para depois, lembre-se sempre que somos humanos e, portanto, limitados. Não conseguimos fazer tudo sempre", afirma a psicóloga Mariuza Pregnolato, da Universidade de São Paulo.


Aprenda a achar soluções - Getty Images5. Aprenda a achar soluções

O estresse vem quando estamos com o corpo e a mente sobrecarregados. Ele traz pensamentos negativos que, em menor ou maior medida, afetam o jeito como encaramos a vida. Ninguém é feliz 100% do tempo, os problemas sempre surgem e, em certa medida, são bons para "pregar os pés no chão". Porém, o segredo é encará-los de frente, não deixando que eles causem desgastes. "Não gaste o seu tempo e a sua mente preocupando-se com os problemas. Em vez disso, ocupe-se trabalhando neles para resolvê-los e use sua mente com pensamentos positivos e um sorriso no rosto", indica a psicóloga Mariuza Pregnolato.


Cobre menos de si mesmo - Getty Images6. Cobre menos de si mesmo

Gostar de si mesmo é essencial para o bem-estar. "Para que estejamos bem, é necessário que estejamos sintonizados com nós mesmos. Na prática, isso significa relativizar a importância de tudo que nos atinge de fora para dentro", diz a psicóloga da USP, que completa: "É preciso aprender a ficar, dentro do possível, imune aos golpes que a vida nos desfere vez por outra. Para isso, precisamos aprender a cultivar e a expressar nosso próprio modo de ser e apreciar a vida sendo do jeito que somos, sem procurar agradar a todos, até porque isso é impossível."


Viva o presente - Getty Images7. Viva o presente

Muita gente se envolve em planos para o futuro de tal forma que acaba vendo a vida passar rapidamente. Esse tipo de atitude adia a felicidade e para que? "Muitas vezes nos frustramos por passar muito tempo programando um futuro que não acontece exatamente do jeito que sonhamos. As pessoas mais felizes aprenderam a moldar seus sonhos, a viver no presente. São as que entenderam que o futuro é a ressonância do hoje", defende a neurologista Claudia Klein. Lembre-se que a felicidade não é um estado permanente, que se atinge e lá se fica. Ela vem e volta, e é normal que isso aconteça. O principal é fazer com que mais momentos felizes entrem em nossa vida. E saber lidar com os altos e baixos.

Yahoo! Brasil - Beleza e Saúde.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cultura Africana e Indígena

Durante o ano de 2011, as escolas da Rede Municipal de Ipatinga, trabalharam o tema Cultura Indígena e Africana.
Os trabalhos foram apresentados na Mostra Cultural 2011, no dia 26 de novembro.
Eu e minhas colegas, Solange e Mônica, professoras de Matemática, trabalhamos a Cultura Africana da Tribo Ndebele na Escola Municipal Padre Cícero de Castro.
Os trabalhos foram realizados pelas turmas de sexto e oitavo anos (311-A e 413-B). Os alunos utilizaram  muita cor nos trabalhos elaborados, sendo que a cor forte é uma característica marcante da Tribo Ndebele.


A Tribo Ndebele.

Uma lenda africana diz que "o homem chegou na Terra escorregando pelo pescoço da girafa, vindo do céu"...
Na África do Sul, muitas famílias inteiras trabalham com artesanato, conhecimento da Arte Raku passado através de gerações.
O povo Ndebele, de Botswana, é muito conhecido por fazer girafas de cerâmica com belíssimas figuras geométricas.
Raku é uma antiga técnica japonesa. As peças são feitas em argila e seguem o processo: secar, queimar, esmaltar e enfornar.
O craquelado é uma das características desta queima. As rachaduras escurecem pelo efeito da fumaça e realçam claramente as pequenas fraturas na camada superficial do esmalte. As partes não esmaltadas ficam com a tonalidade escura.
O Ndebele é um povo, cuja característica principal dessa tribo, que ainda preserva sua língua e cultura, é o artesanato, e são chamados de “povo artista” por fazerem colares e ornamentos coloridíssimos de miçangas. As mulheres usam argolas pesadas no pescoço, pernas e braços (depois que casam) para não fugirem de seus maridos e não olharem para os lados. Estão sempre com um cobertor amarrado nas costas.

As pinturas das casas deste povo guerreiro, os utensílios e adornos que as mulheres usam, com o seu significado religioso, místico, talvez até mágico, foram os elementos formais e práticos usado para criação de uma expressão artística.
Expressam a si mesmos através das cores gráficas e dos desenhos geométricos, as suas casas são coloridíssimas, sejam redondas (parecendo ocas) ou quadradas, sempre com teto de palha.
Já os homens são circuncisados e eles acreditam que, antes da circuncisão, o garoto não está unido com sua alma. Consequentemente, ele ainda não é realmente humano.

Além das casas com essa característica única, outra coisa que essa tribo tem de especial é a arte na fabricação de colares e ornamentos de miçangas. As mulheres lembram as "mulheres girafa" da Tailândia, pois usam colares em forma de aro no pescoço, bem como nas pernas e braços, e andam com cobertores coloridíssimos amarrados nas costas.
A tribo Ndebele é uma das menores da África do Sul. Mas intensa o suficiente para revelar uma das manifestações artísticas de maior destaque de todo o continente. Já circula pelo mundo a técnica ancestral de pintar os muros das residências – à mão livre – com linhas e ângulos geométricos coloridos. Obra de Esther Mahlangu, artista de 75 anos, pioneira em colocar as cores e formas Ndebele em telas. Quando ela tinha 55, 20 anos atrás, foi a primeira mulher de sua tribo a cruzar o oceano.
A técnica Ndebele é importantíssima para o mundo reconhecer de vez que, na África, existe arte de qualidade e complexidade
Os ocidentais ainda tratam a arte africana sob o ponto de vista antropológico e etnológico, e sempre querem encontrar uma função utilitária para ela, resumindo-a a estatuetas e máscaras.
A arte das mulheres Ndebele questiona essa visão, já que são óbvias as preocupações estéticas dessas artistas. Além disso, a arte está exposta em murais e não possui qualquer função utilitarista.



Os trabalhos da Escola Municipal Padre
Cícero de Castro.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tempo de Esperas

"Sem amigos não podemos ir muito longe.
Há momentos em que nossas águas não são suficientes para irmos adiante. Precisamos de outras mais caudalosas. É ai que nos tornamos mais simples, menos complicados.
No momento em que careço, sou mais verdadeiro. Deixo cair as armas, desamarro as fardas, porque todo soldado, por mais corajoso que seja ou possa parecer, sempre terá o direito de chorar e de dizer que sente medo."


Livro 'Tempo de Esperas' - Fábio de Melo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Milagres

"Quem sou eu? E como será que acabará esta história?

O sol já raiou e estou sentado próximo a uma janela que se embaçou com o sopro de uma vida passada. Nesta manhã, estou um espetáculo digno de ser admirado: duas camisas, calças grossas, um cachecol enrolado duas vezes em torno do pescoço e enfiado dentro de um suéter grosso tricotado pela minha filha, 30 aniversários atrás. O termostato no meu quarto está no máximo, e bem atrás de mim há outro aquecedor, menor. Ele estala e geme e vomita ar quente feito um dragão de contos de fadas, mas mesmo assim meu corpo continua tremendo por causa de um frio que nunca vai embora, um frio que vem se produzindo há 80 anos. Oitenta anos, penso às vezes, e embora tenha aceitado a minha idoade, ainda me surpreendo com o fato de que nunca mais consegui sentir-me aquecido desde que George Bush era presidente. E me pergunto se isso também ocorre com as pessoas que têm a minha idade.

A minha vida? Não é fácil de explicar. Nunca foi o deslumbrante mar de rosas que eu imaginava que seria, mas também não comi o pão que o diabo amassou. Creio que minha vida tenha acabado por se parecer mais com um título do Tesouro ou uma ação de primeira linha bem cotada na Bolsa de Valores: razoavelmente estável, com mais altas do que baixas, e tendendo a subir gradualmente com o tempo. Uma boa compra, uma compra sortuda, e aprendi que nem todo mundo pode dizer o mesmo sobre a própria vida. Mas não se iluda. Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome, em breve, será esquecido, mas amei uma pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.

Os românticos chamariam isso de uma história de amor, os cínicos diriam que é uma tragédia. Na minha cabeça é um pouquinho de ambas, e no fim das contas qualquer que seja a maneira como você escolha encarar este relato, nada altera o fato de que ele abrange uma grande parte da minha vida e do caminho que escolhi trilhar. Não tenho nenhuma queixa a fazr quanto ao meu percurso e aos lugares aonde ele me levou; talvez sobre outras coisas eu tenha reclamado, suficientes para encher uma tenda de circo, mas o caminho que escolhi tem sido sempre o certo, e tampouco gostaria que tivesse sido de outro jeito.

O tempo, infelizmente, em nada facilitará a tarefa de manter o curso. O caminho continua reto como sempre, mas agora está atravacado com as pedras e cascalhos que vão se acumulando ao longo de uma vida. Até três anos atrás isso teria sido fácil de ignorar, mas agora é impossível. Há uma doença invadindo e percorrendo meu corpo; já não sou forte nem saudável, e os meus dias se consomem feito uma velha bexiga de festa; inertes, esponjosos, cada vez mais flácidos com o passar do tempo.

Eu tusso e, apertando um pouco os olhos, consulto o meu relógio de pulso. Noto que já é hora de ir. Levanto-me da minha cadeira perto da janela e, arrastando os pés, atravesso o quarto, só parando para pegar sobre a escrivaninha o diário que já li centenas de vezes. Eu não olho sequer de relance para o caderno. Em vez disso, enfio-o debaixo do braço e sigo meu caminho na direção do lugar aonde tenho de ir.

Ando sobre um piso ladrilhado branco e salpicado de cinza, como os meus cabelos e os da maioria das pessoas daqui, embora nesta manhã eu seja o único no corredor. Os outros ainda estão nos seus respectivos quartos, sozinhos a não ser pela companhia da televisão, mas eles, assim como eu, já estão acostumados com isso. Com o tempo, uma pessoa pode se habituar a tudo.

A distância ouço sons abafados de choro e se exatamente quem está fazendo esses sons. Então as enfermeiras me veem, trocamos sorrisos e cumprimentos. Elas são minhas amigas e muita tes vezes conversamos, mas tenho certeza de que ficam conjecturando teorias sobre mim e as coisas que faço diariamente. Posso ouvir os cochichos quando passo por elas. "Lá vai ele de novo", escuto, "Espero que corra tudo bem". Mas elas nunca me dizem nada sobre isso diretamente. Tenho certeza de que pensam que eu ficaria chateado se me falassem disso logo de manhã tão cedo, e conhecendo-me como me conheço, acho que talvez estejam certas.

Um minuto depois, chego ao quarto. A porta já foi aberta para mim, como usualmente acontece. Dentro há duas outras enfermeiras, que também sorriem para mim quando entro. "Bom dia", elas dizem com voz animada, e aproveito para perguntar como vão as crianças, a escola e as férias que se aproximam. Conversamos e nossa voz sobrepõe ao som do choro, durante um minuto ou um pouco mais. Elas parecem nem perceber a choradeira; ficaram insensíveis, mas, pensando bem, eu também fiquei.

Depois me sento na cadeira que agora acabou adquirindo a minha forma. Elas já estão quase terminando; ela já foi vestida, mas continua chorando. Depois que as duas forem embora, tudo vai ficar mais tranquilo, eu sei. A agitação da manhã sempre a incomod, e hoje não é exceção. Por fim, as enfermeiras abrem a cortina e saem do quarto. Ambas me tocam e sorriem ao passar por mim. Eu me pergunto o que isso significa.

Eu me sento só por um segundo e a observofixamente, mas ela não retribui o olhar. O que é compreensível, pois não sabe quem eu sou. Para ela sou um estranho, um desconhecido. Depois, virando o corpo, eu abaixo a cabeça e rezo em silêncio, pedindo as forças de que sei que irei precisar. Sempre acreditei com firmeza e convicção em Deus e no poder da oração, ainda que, para ser honesto, minha fé tenha suscitado uma lista de perguntas que, definitivamente, só quero quer sejam respondidas depois que eu já tiver partido.

Agora estou pronto. Já coloquei os óculos, e tiro do bolso uma lupa. Coloco-a sobre a mesa por um instante, enquanto abro o diário. Preciso de duas lambidas no meu dedo áspero para fazer a capa, gasta pelo uso, se abrir na primeira página. Depois posiciono no lugar certo da lente de aumento.

Há sempre um momento, imediatamente antes de eu começar a ler a história, em que a minha mente se agita, e eu me pergunto. "Será que vai acontecer hoje?" Não sei, pois nunca dá para saber de antemão, e no fundo isso nem é importante. É a possibilidade que me faz continuar, não a certeza, uma espécie de aposta da minha parte. E embora você possa me chamar de sonhador, de tolo ou de qualquer outra coisa, acredito que tudo é possível.

Sei que as probabilidades e a ciência estão contra mim. Mas a ciência não é a única e definitiva resposta; eu sei e aprendi ao longo da vida. E isso me faz acreditar que os milagres, por mais inexplicáveis ou inacreditáveis, são reais e podem acontecer sem levar em consideração a ordem natural das coisas. Então, mais uma vez, assim como faço todos os dias, começo a ler em voz alta o diário, para que ela possa ouvir, na esperança de que o milagre que acabou dominando a minha vida possa levar a melhor de novo.

E talvez, apenas talvez, isso aconteça."
Diário de Uma Paixão,
de Nicholas Sparks.
 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Poesias



  A poesia, ou gênero lírico, ou lírica, é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor.
 
Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice.

O sentido da mensagem poética também pode ser importante, ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético.

A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.








"Esta é a tua hora, ó Alma, do teu livre voo para lá das palavras,
Para além dos livros, da arte, apagando o dia, concluída a lição,
Quando tu emerges plenamente, silenciosa, olhar fixo,
Meditando sobre os temas que mais amas,
A noite, o sono, a morte e as estelas."
(Walt Whitman)


"Ela me seduz para as névoas e para o crepúsculo.
Eu me vou feito o ar, agito minhas madeixas brancas ao sol fugidio..."
(Walt Whitman)


"Antes disso eu nunca fora arrebatado
Por amor tão súbito e doce,
Seu rosto viceja como se uma flor fosse
E assim meu coração foi roubado."
(John Clare)


"Fique tranquila - esteja à vontade comigo...
Enquanto o sol não rejeitar você, eu não rejeitarei você.
Enquanto as águas não se recusarem a brilhar
para você e as folhas a sussurrar para você, as minhas
palavras não se recusarão a brilhar e sussurrar para
você."
(Walt Whitman)


"Vagueio a noite toda na minha visão,
Inclino-me de olhos abertos sobre os olhos
fechados dos que dormem,
Vagueando econfuso, perdido para mim mesmo,
mal-ajambrado, contraditório,
Hesitando, olhando, inclinando-me, e parando."
(Walt Whitman)


"Nossas almas eram uma só, eu bem sabia, e
separadas elas nunca estarão;
No esplêndido crepúsculo seu rosto irradia,
procuro você e encontro meu coração."
(Nicholas Sparks)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A Amizade

É difícil dizer alguma coisa sobre algo tão maravilhoso que se vive, se sente e se experimenta; pô-lo em palavras é quase impossível. Só se aprende mesmo o que é amizade vivendo.
Amizade significa criar laços. É uma fonte que não retém a água para si (seria poço se o fizesse), mas a dá espontaneamente.
O amigo também vai ao encontro de quem precisa e não espera que venham até ele. É renovação para quem dá e para quem recebe. É a descoberta de corações.
No início, o nome do outro não é nada para nós. A vida dele, seus gestos, suas preferências, sua história… Mas, aos poucos, nosso egoísmo cai, o coração se abre e há o encontro dos corações, com inexplicável sensação. Nossa vida muda. Tornamo-nos felizes.
É um afeto (afeição, sentimento profundo) que a gente sente por alguém. Ele não tem barreiras de cor, sexo, idade, cultura, classe social, nação… Ser e ter amigos é muito bom, é um sentimento que ultrapassa todas as barreiras!
A amizade é concórdia de afetos e obras, implica certa unidade afetiva.

“O amigo é a metade da minha alma” diz o filósofo Giovani Cassiano ao definir um verdadeiro amigo. Alguns filósofos consideram a amizade um valor altíssimo, por isso, foram capazes de dizer: “Sem amizade a vida não é vida!”

“Amizade é a coisa mais necessária na vida!”


O que nos faz a amizade?

Dá novo sentido à vida.
Quando tudo nos parece enfadonho, a presença do amigo quebra a solidão. Cresce a alegria de viver. A amizade torna a vida dos homens infinitamente mais bela e fecunda.
É ânimo novo para a luta. Quando nos pegam a fossa e o desânimo nada melhor que a compreensão de um amigo. Ela nos torna solidários. A amizade é um partilhar de vida: preocupações, alegrias, tristezas, sucessos, fracassos… Por essa razão, torna-nos responsáveis.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
(Exupéry, autor de “O Pequeno Príncipe”)

O amigo sincero fala não tanto o que o outro quer, mas o que ele precisa ouvir. Preocupa-se para que ele ande no caminho certo. E se o nota em perigo adverte-o.
Cria interesses comuns. Acaba com o individualismo. “Seus” problemas são “meus” problemas. Sou infeliz porque você, amigo, também é. Dar e receber. Cresço com você. Isso acontece tanto na favela como no Concílio dos Bispos. Minhas tristezas ensinaram-lhe a entender as tristezas de meus amigos.
Ela quebra a solidão.
“Se tu vens às quatro da tarde, desde às três já sou feliz” (Exupéry).
Faz Crescer. São vidas que se transformam, ideais que se renovam, entusiasmo que volta, caminho que se abre.


Algumas características da Amizade:

A amizade é um amor de benevolência, reciprocamente conhecido e manifestado; é um encontro de afeto. É uma confiança mútua que supera a prova do tempo, isto é, as dificuldades. É nisso então que se vê se a amizade é autêntica. Os amigos bons desejam ser uma só alma e estarem juntos em todas as situações tanto de vida como de morte.

Podemos dizer que as principais características da amizade são:
A mútua benevolência;
Certa igualdade;
Comunhão de sentimentos;
Comunhão de vida, de amor, de ideais.

Uma amizade verdadeira não se pode estender a muitos porque exige experiência, intimidade e confiança. Pois requer convivência e familiaridade e isso não é possível com muitos. Aristóteles fala: “Quem tem familiaridade com muitos não é amigo de ninguém!”. De forma que a amizade profunda é possível somente entre poucas pessoas.
Uma característica essencial da amizade é a reciprocidade: amar e ser amado.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Paella

Em Praia Grande, litoral de São Paulo, esperimentei um prato bem diferente dos nossos, mineiros, a Paella.

A Paella surgiu na Espanha, nos séculos XV e XVI. Foi criado pelos camponeses e tornou-se um prato popular na região de Valência.

Há diversas receitas, mas a autêntica paella valenciana é a união de vários alimentos característicos da região, como o arroz, frango, coelho, pato, garrofó, tabella e ferraura - variedades de feijão -, tomate, azeite e açafrão (que dá a cor amarela característica do prato). Ocasionalmente pode se adicionar alcachofras e caracois, alguns também adicionam ervilhas.

Com a difusão da paella pela costa, foram acrescentados frutos do mar: choco, camarões, lulas, lagostins, vôngoles, mexilhões, e polvo, tornando-o um prato misto (terra e mar).

Em suas diferentes variações, encontram-se ainda as "paellas marineras" (peixe e frutos do mar)e a "paella negra", com tinta de lula.

No Brasil, normalmente é feita com frutos do mar.




RECEITA DA PAELLA:

Ingredientes:200 gramas de camarão pequeno
100 gramas de lagosta com casca
100 gramas de mexilhão
100 gramas de polvo picado
100 gramas de lula em anéis
6 colheres (sopa) de azeite Gallo
2 colheres (café) de alho
5 xícaras de água
2 e 1/2 xícaras de arroz

1 cebola pequena branca picada
1 cebola pequena roxa picada
100 gramas de vagem picado
100 gramas de ervilha em grão
1/2 pimentão vermelho
1/2 pimentão verde
1/2 pimentão amarelo
1 maço pequeno (50 gramas) de salsinha e cebolinha verde picadas
1 colher de café de pó de açafrão
Sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo:
Fritar o alho no azeite até ele ficar dourado. Em seguida, colocar todos os frutos do mar já pré-cozidos e refogá-los. Acrescentar a água, o arroz e o pó de açafrão. Quando a água ferver, acrescentar as cebolas, a vagem, a ervilha e os pimentões. Somente depois que desligar o fogo, adicionar a salsinha e a cebolinha verde picadas. Decorar o prato com casquinha de mexilhão, camarão, lagosta, perninha de polvo, salsinha e cebolinha.

Bom apetite!