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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cultura Africana e Indígena

Durante o ano de 2011, as escolas da Rede Municipal de Ipatinga, trabalharam o tema Cultura Indígena e Africana.
Os trabalhos foram apresentados na Mostra Cultural 2011, no dia 26 de novembro.
Eu e minhas colegas, Solange e Mônica, professoras de Matemática, trabalhamos a Cultura Africana da Tribo Ndebele na Escola Municipal Padre Cícero de Castro.
Os trabalhos foram realizados pelas turmas de sexto e oitavo anos (311-A e 413-B). Os alunos utilizaram  muita cor nos trabalhos elaborados, sendo que a cor forte é uma característica marcante da Tribo Ndebele.


A Tribo Ndebele.

Uma lenda africana diz que "o homem chegou na Terra escorregando pelo pescoço da girafa, vindo do céu"...
Na África do Sul, muitas famílias inteiras trabalham com artesanato, conhecimento da Arte Raku passado através de gerações.
O povo Ndebele, de Botswana, é muito conhecido por fazer girafas de cerâmica com belíssimas figuras geométricas.
Raku é uma antiga técnica japonesa. As peças são feitas em argila e seguem o processo: secar, queimar, esmaltar e enfornar.
O craquelado é uma das características desta queima. As rachaduras escurecem pelo efeito da fumaça e realçam claramente as pequenas fraturas na camada superficial do esmalte. As partes não esmaltadas ficam com a tonalidade escura.
O Ndebele é um povo, cuja característica principal dessa tribo, que ainda preserva sua língua e cultura, é o artesanato, e são chamados de “povo artista” por fazerem colares e ornamentos coloridíssimos de miçangas. As mulheres usam argolas pesadas no pescoço, pernas e braços (depois que casam) para não fugirem de seus maridos e não olharem para os lados. Estão sempre com um cobertor amarrado nas costas.

As pinturas das casas deste povo guerreiro, os utensílios e adornos que as mulheres usam, com o seu significado religioso, místico, talvez até mágico, foram os elementos formais e práticos usado para criação de uma expressão artística.
Expressam a si mesmos através das cores gráficas e dos desenhos geométricos, as suas casas são coloridíssimas, sejam redondas (parecendo ocas) ou quadradas, sempre com teto de palha.
Já os homens são circuncisados e eles acreditam que, antes da circuncisão, o garoto não está unido com sua alma. Consequentemente, ele ainda não é realmente humano.

Além das casas com essa característica única, outra coisa que essa tribo tem de especial é a arte na fabricação de colares e ornamentos de miçangas. As mulheres lembram as "mulheres girafa" da Tailândia, pois usam colares em forma de aro no pescoço, bem como nas pernas e braços, e andam com cobertores coloridíssimos amarrados nas costas.
A tribo Ndebele é uma das menores da África do Sul. Mas intensa o suficiente para revelar uma das manifestações artísticas de maior destaque de todo o continente. Já circula pelo mundo a técnica ancestral de pintar os muros das residências – à mão livre – com linhas e ângulos geométricos coloridos. Obra de Esther Mahlangu, artista de 75 anos, pioneira em colocar as cores e formas Ndebele em telas. Quando ela tinha 55, 20 anos atrás, foi a primeira mulher de sua tribo a cruzar o oceano.
A técnica Ndebele é importantíssima para o mundo reconhecer de vez que, na África, existe arte de qualidade e complexidade
Os ocidentais ainda tratam a arte africana sob o ponto de vista antropológico e etnológico, e sempre querem encontrar uma função utilitária para ela, resumindo-a a estatuetas e máscaras.
A arte das mulheres Ndebele questiona essa visão, já que são óbvias as preocupações estéticas dessas artistas. Além disso, a arte está exposta em murais e não possui qualquer função utilitarista.



Os trabalhos da Escola Municipal Padre
Cícero de Castro.


video

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tempo de Esperas

"Sem amigos não podemos ir muito longe.
Há momentos em que nossas águas não são suficientes para irmos adiante. Precisamos de outras mais caudalosas. É ai que nos tornamos mais simples, menos complicados.
No momento em que careço, sou mais verdadeiro. Deixo cair as armas, desamarro as fardas, porque todo soldado, por mais corajoso que seja ou possa parecer, sempre terá o direito de chorar e de dizer que sente medo."


Livro 'Tempo de Esperas' - Fábio de Melo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Milagres

"Quem sou eu? E como será que acabará esta história?

O sol já raiou e estou sentado próximo a uma janela que se embaçou com o sopro de uma vida passada. Nesta manhã, estou um espetáculo digno de ser admirado: duas camisas, calças grossas, um cachecol enrolado duas vezes em torno do pescoço e enfiado dentro de um suéter grosso tricotado pela minha filha, 30 aniversários atrás. O termostato no meu quarto está no máximo, e bem atrás de mim há outro aquecedor, menor. Ele estala e geme e vomita ar quente feito um dragão de contos de fadas, mas mesmo assim meu corpo continua tremendo por causa de um frio que nunca vai embora, um frio que vem se produzindo há 80 anos. Oitenta anos, penso às vezes, e embora tenha aceitado a minha idoade, ainda me surpreendo com o fato de que nunca mais consegui sentir-me aquecido desde que George Bush era presidente. E me pergunto se isso também ocorre com as pessoas que têm a minha idade.

A minha vida? Não é fácil de explicar. Nunca foi o deslumbrante mar de rosas que eu imaginava que seria, mas também não comi o pão que o diabo amassou. Creio que minha vida tenha acabado por se parecer mais com um título do Tesouro ou uma ação de primeira linha bem cotada na Bolsa de Valores: razoavelmente estável, com mais altas do que baixas, e tendendo a subir gradualmente com o tempo. Uma boa compra, uma compra sortuda, e aprendi que nem todo mundo pode dizer o mesmo sobre a própria vida. Mas não se iluda. Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome, em breve, será esquecido, mas amei uma pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.

Os românticos chamariam isso de uma história de amor, os cínicos diriam que é uma tragédia. Na minha cabeça é um pouquinho de ambas, e no fim das contas qualquer que seja a maneira como você escolha encarar este relato, nada altera o fato de que ele abrange uma grande parte da minha vida e do caminho que escolhi trilhar. Não tenho nenhuma queixa a fazr quanto ao meu percurso e aos lugares aonde ele me levou; talvez sobre outras coisas eu tenha reclamado, suficientes para encher uma tenda de circo, mas o caminho que escolhi tem sido sempre o certo, e tampouco gostaria que tivesse sido de outro jeito.

O tempo, infelizmente, em nada facilitará a tarefa de manter o curso. O caminho continua reto como sempre, mas agora está atravacado com as pedras e cascalhos que vão se acumulando ao longo de uma vida. Até três anos atrás isso teria sido fácil de ignorar, mas agora é impossível. Há uma doença invadindo e percorrendo meu corpo; já não sou forte nem saudável, e os meus dias se consomem feito uma velha bexiga de festa; inertes, esponjosos, cada vez mais flácidos com o passar do tempo.

Eu tusso e, apertando um pouco os olhos, consulto o meu relógio de pulso. Noto que já é hora de ir. Levanto-me da minha cadeira perto da janela e, arrastando os pés, atravesso o quarto, só parando para pegar sobre a escrivaninha o diário que já li centenas de vezes. Eu não olho sequer de relance para o caderno. Em vez disso, enfio-o debaixo do braço e sigo meu caminho na direção do lugar aonde tenho de ir.

Ando sobre um piso ladrilhado branco e salpicado de cinza, como os meus cabelos e os da maioria das pessoas daqui, embora nesta manhã eu seja o único no corredor. Os outros ainda estão nos seus respectivos quartos, sozinhos a não ser pela companhia da televisão, mas eles, assim como eu, já estão acostumados com isso. Com o tempo, uma pessoa pode se habituar a tudo.

A distância ouço sons abafados de choro e se exatamente quem está fazendo esses sons. Então as enfermeiras me veem, trocamos sorrisos e cumprimentos. Elas são minhas amigas e muita tes vezes conversamos, mas tenho certeza de que ficam conjecturando teorias sobre mim e as coisas que faço diariamente. Posso ouvir os cochichos quando passo por elas. "Lá vai ele de novo", escuto, "Espero que corra tudo bem". Mas elas nunca me dizem nada sobre isso diretamente. Tenho certeza de que pensam que eu ficaria chateado se me falassem disso logo de manhã tão cedo, e conhecendo-me como me conheço, acho que talvez estejam certas.

Um minuto depois, chego ao quarto. A porta já foi aberta para mim, como usualmente acontece. Dentro há duas outras enfermeiras, que também sorriem para mim quando entro. "Bom dia", elas dizem com voz animada, e aproveito para perguntar como vão as crianças, a escola e as férias que se aproximam. Conversamos e nossa voz sobrepõe ao som do choro, durante um minuto ou um pouco mais. Elas parecem nem perceber a choradeira; ficaram insensíveis, mas, pensando bem, eu também fiquei.

Depois me sento na cadeira que agora acabou adquirindo a minha forma. Elas já estão quase terminando; ela já foi vestida, mas continua chorando. Depois que as duas forem embora, tudo vai ficar mais tranquilo, eu sei. A agitação da manhã sempre a incomod, e hoje não é exceção. Por fim, as enfermeiras abrem a cortina e saem do quarto. Ambas me tocam e sorriem ao passar por mim. Eu me pergunto o que isso significa.

Eu me sento só por um segundo e a observofixamente, mas ela não retribui o olhar. O que é compreensível, pois não sabe quem eu sou. Para ela sou um estranho, um desconhecido. Depois, virando o corpo, eu abaixo a cabeça e rezo em silêncio, pedindo as forças de que sei que irei precisar. Sempre acreditei com firmeza e convicção em Deus e no poder da oração, ainda que, para ser honesto, minha fé tenha suscitado uma lista de perguntas que, definitivamente, só quero quer sejam respondidas depois que eu já tiver partido.

Agora estou pronto. Já coloquei os óculos, e tiro do bolso uma lupa. Coloco-a sobre a mesa por um instante, enquanto abro o diário. Preciso de duas lambidas no meu dedo áspero para fazer a capa, gasta pelo uso, se abrir na primeira página. Depois posiciono no lugar certo da lente de aumento.

Há sempre um momento, imediatamente antes de eu começar a ler a história, em que a minha mente se agita, e eu me pergunto. "Será que vai acontecer hoje?" Não sei, pois nunca dá para saber de antemão, e no fundo isso nem é importante. É a possibilidade que me faz continuar, não a certeza, uma espécie de aposta da minha parte. E embora você possa me chamar de sonhador, de tolo ou de qualquer outra coisa, acredito que tudo é possível.

Sei que as probabilidades e a ciência estão contra mim. Mas a ciência não é a única e definitiva resposta; eu sei e aprendi ao longo da vida. E isso me faz acreditar que os milagres, por mais inexplicáveis ou inacreditáveis, são reais e podem acontecer sem levar em consideração a ordem natural das coisas. Então, mais uma vez, assim como faço todos os dias, começo a ler em voz alta o diário, para que ela possa ouvir, na esperança de que o milagre que acabou dominando a minha vida possa levar a melhor de novo.

E talvez, apenas talvez, isso aconteça."
Diário de Uma Paixão,
de Nicholas Sparks.
 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Poesias



  A poesia, ou gênero lírico, ou lírica, é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor.
 
Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice.

O sentido da mensagem poética também pode ser importante, ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético.

A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.








"Esta é a tua hora, ó Alma, do teu livre voo para lá das palavras,
Para além dos livros, da arte, apagando o dia, concluída a lição,
Quando tu emerges plenamente, silenciosa, olhar fixo,
Meditando sobre os temas que mais amas,
A noite, o sono, a morte e as estelas."
(Walt Whitman)


"Ela me seduz para as névoas e para o crepúsculo.
Eu me vou feito o ar, agito minhas madeixas brancas ao sol fugidio..."
(Walt Whitman)


"Antes disso eu nunca fora arrebatado
Por amor tão súbito e doce,
Seu rosto viceja como se uma flor fosse
E assim meu coração foi roubado."
(John Clare)


"Fique tranquila - esteja à vontade comigo...
Enquanto o sol não rejeitar você, eu não rejeitarei você.
Enquanto as águas não se recusarem a brilhar
para você e as folhas a sussurrar para você, as minhas
palavras não se recusarão a brilhar e sussurrar para
você."
(Walt Whitman)


"Vagueio a noite toda na minha visão,
Inclino-me de olhos abertos sobre os olhos
fechados dos que dormem,
Vagueando econfuso, perdido para mim mesmo,
mal-ajambrado, contraditório,
Hesitando, olhando, inclinando-me, e parando."
(Walt Whitman)


"Nossas almas eram uma só, eu bem sabia, e
separadas elas nunca estarão;
No esplêndido crepúsculo seu rosto irradia,
procuro você e encontro meu coração."
(Nicholas Sparks)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A Amizade

É difícil dizer alguma coisa sobre algo tão maravilhoso que se vive, se sente e se experimenta; pô-lo em palavras é quase impossível. Só se aprende mesmo o que é amizade vivendo.
Amizade significa criar laços. É uma fonte que não retém a água para si (seria poço se o fizesse), mas a dá espontaneamente.
O amigo também vai ao encontro de quem precisa e não espera que venham até ele. É renovação para quem dá e para quem recebe. É a descoberta de corações.
No início, o nome do outro não é nada para nós. A vida dele, seus gestos, suas preferências, sua história… Mas, aos poucos, nosso egoísmo cai, o coração se abre e há o encontro dos corações, com inexplicável sensação. Nossa vida muda. Tornamo-nos felizes.
É um afeto (afeição, sentimento profundo) que a gente sente por alguém. Ele não tem barreiras de cor, sexo, idade, cultura, classe social, nação… Ser e ter amigos é muito bom, é um sentimento que ultrapassa todas as barreiras!
A amizade é concórdia de afetos e obras, implica certa unidade afetiva.

“O amigo é a metade da minha alma” diz o filósofo Giovani Cassiano ao definir um verdadeiro amigo. Alguns filósofos consideram a amizade um valor altíssimo, por isso, foram capazes de dizer: “Sem amizade a vida não é vida!”

“Amizade é a coisa mais necessária na vida!”


O que nos faz a amizade?

Dá novo sentido à vida.
Quando tudo nos parece enfadonho, a presença do amigo quebra a solidão. Cresce a alegria de viver. A amizade torna a vida dos homens infinitamente mais bela e fecunda.
É ânimo novo para a luta. Quando nos pegam a fossa e o desânimo nada melhor que a compreensão de um amigo. Ela nos torna solidários. A amizade é um partilhar de vida: preocupações, alegrias, tristezas, sucessos, fracassos… Por essa razão, torna-nos responsáveis.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
(Exupéry, autor de “O Pequeno Príncipe”)

O amigo sincero fala não tanto o que o outro quer, mas o que ele precisa ouvir. Preocupa-se para que ele ande no caminho certo. E se o nota em perigo adverte-o.
Cria interesses comuns. Acaba com o individualismo. “Seus” problemas são “meus” problemas. Sou infeliz porque você, amigo, também é. Dar e receber. Cresço com você. Isso acontece tanto na favela como no Concílio dos Bispos. Minhas tristezas ensinaram-lhe a entender as tristezas de meus amigos.
Ela quebra a solidão.
“Se tu vens às quatro da tarde, desde às três já sou feliz” (Exupéry).
Faz Crescer. São vidas que se transformam, ideais que se renovam, entusiasmo que volta, caminho que se abre.


Algumas características da Amizade:

A amizade é um amor de benevolência, reciprocamente conhecido e manifestado; é um encontro de afeto. É uma confiança mútua que supera a prova do tempo, isto é, as dificuldades. É nisso então que se vê se a amizade é autêntica. Os amigos bons desejam ser uma só alma e estarem juntos em todas as situações tanto de vida como de morte.

Podemos dizer que as principais características da amizade são:
A mútua benevolência;
Certa igualdade;
Comunhão de sentimentos;
Comunhão de vida, de amor, de ideais.

Uma amizade verdadeira não se pode estender a muitos porque exige experiência, intimidade e confiança. Pois requer convivência e familiaridade e isso não é possível com muitos. Aristóteles fala: “Quem tem familiaridade com muitos não é amigo de ninguém!”. De forma que a amizade profunda é possível somente entre poucas pessoas.
Uma característica essencial da amizade é a reciprocidade: amar e ser amado.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Paella

Em Praia Grande, litoral de São Paulo, esperimentei um prato bem diferente dos nossos, mineiros, a Paella.

A Paella surgiu na Espanha, nos séculos XV e XVI. Foi criado pelos camponeses e tornou-se um prato popular na região de Valência.

Há diversas receitas, mas a autêntica paella valenciana é a união de vários alimentos característicos da região, como o arroz, frango, coelho, pato, garrofó, tabella e ferraura - variedades de feijão -, tomate, azeite e açafrão (que dá a cor amarela característica do prato). Ocasionalmente pode se adicionar alcachofras e caracois, alguns também adicionam ervilhas.

Com a difusão da paella pela costa, foram acrescentados frutos do mar: choco, camarões, lulas, lagostins, vôngoles, mexilhões, e polvo, tornando-o um prato misto (terra e mar).

Em suas diferentes variações, encontram-se ainda as "paellas marineras" (peixe e frutos do mar)e a "paella negra", com tinta de lula.

No Brasil, normalmente é feita com frutos do mar.




RECEITA DA PAELLA:

Ingredientes:200 gramas de camarão pequeno
100 gramas de lagosta com casca
100 gramas de mexilhão
100 gramas de polvo picado
100 gramas de lula em anéis
6 colheres (sopa) de azeite Gallo
2 colheres (café) de alho
5 xícaras de água
2 e 1/2 xícaras de arroz

1 cebola pequena branca picada
1 cebola pequena roxa picada
100 gramas de vagem picado
100 gramas de ervilha em grão
1/2 pimentão vermelho
1/2 pimentão verde
1/2 pimentão amarelo
1 maço pequeno (50 gramas) de salsinha e cebolinha verde picadas
1 colher de café de pó de açafrão
Sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo:
Fritar o alho no azeite até ele ficar dourado. Em seguida, colocar todos os frutos do mar já pré-cozidos e refogá-los. Acrescentar a água, o arroz e o pó de açafrão. Quando a água ferver, acrescentar as cebolas, a vagem, a ervilha e os pimentões. Somente depois que desligar o fogo, adicionar a salsinha e a cebolinha verde picadas. Decorar o prato com casquinha de mexilhão, camarão, lagosta, perninha de polvo, salsinha e cebolinha.

Bom apetite!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Essencial da Vida

É ousar buscar o caminho para a compreensão, tendo o amor como base e aceitando o sacrifício e a humildação.
Sábios e santos de todas as religiões falam de sacrifício jubiloso, em que aparentes incômodos, auto-reduções e humildações são vistos como necessários, uma vez que geram a ascensão de valores maiores, verdadeiros, perenes: prazeres libertadores. Somente a perfeita renúncia, isto é, a plena humildação, como diz o autor José Hermógenes, possibilita a libertadora extinção do ego e do sofrimento gerado por ele.
Humildar-se é afastar o egoísmo que insiste em nos acompanhar, é tornar-se responsável pela felicidade dos demais. As pessoas que vivem assim são capazes de, ao agir, falar, aspirar e pensar, misericordiosamente, viver para os outros e para Deus. O essencial da vida é oferer a Deus o que há de melhor em nós, e tudo o que Dele nos aproxima.

É nesta busca pela aproximação com Deus que está o desejo de todas as religiões, e as diversas formas de sua manifestação têm o intuito de nos despertar para o que é de fato importante.




Sejamos felizes, pois o tempo continua o mesmo e estamos correndo muito.

sábado, 17 de setembro de 2011

Organização e família

Em sentido geral organização é o modo em que se organiza um sistema.
A estrutura de uma organização é representada através do seu organograma, fluxograma e contabilidade. Em administração, organização tem sempre e necessariamente dois sentidos:
  • Combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos. Exemplo: empresas, associações, órgãos do governo, ou seja, qualquer entidade pública ou privada. Ou seja, a organização em uma empresa determina o que fará cada integrante para alcançar o objetivo coletivo, do grupo.
  • Modo como foi estruturado, dividido e sequenciado o trabalho. Ou seja, um conjunto bem determinado de procedimentos, divididos e sequênciados necessários para se realizar um trabalho.
(fonte: Wikipédia)


Enfim, o causo é o seguinte:

Ganhei uma colcha bordada para o meu enxoval. Linda, maravilhosa, depois de pronta, acabada, finalizada etc!
Teve dedos de oito mãos diferentes: as tias Ester, Zélia, Elza e Eunice.
O bordado foi realizado pelas mãos da tia Eunice, em outro estado brasileiro, posso dize que a naturalidade da minha colcha está na estrada de ferro Vitória-Minas.
Para o acabamento, a tia Eunice teve a ajuda das outras seis mãos - tias Ester, Zélia e Elza.
A tia Zélia teve que se locomover dois dias da casa dela (outro bairro) para ajudar nos finalmentes da colcha.
Bom, o caso do acabamento da colcha foi complicado, foram várias cirurgias! Corta, costura, desmancha; acerta daqui, costura, desmancha; acerta dali, costura de novo e pronto, parece que ficou pronta, parece!!!
Passa-se dois dias e resolvem mexer na colcha de novo. Motivo: 'papos' que estavam no forro, ou melhor, acho que o forro causou papos na colcha! Coisa mínima, que só quem fez - as quatro irmãs - que sabia.
Mas a organização e perseverança foram mais forte: coloca alfinete aqui, ali, pensa em como resolver, desmancha de novo, arruma e costura. Chega!? Acho que sim, resolveram todos os pepinos que tinham na colcha.
Acho importante resaltar que quando pedir para a tia Eunice bordar uma colcha para mim ela disse que era 'café pequeno' fazer a colcha, minto, era 'café pequeno' bordar a colcha!
Nunca vi um finalmente tão complicado, foi quase ir na plantação, colher, secar e moer o café para depois ferver a água e passar o bendito do pó do café, isso é porque estou esquecendo de algum passo neste processo.
Bom, eis o resultado da minha colcha, que é por sinal maravilhosa:
 
Usamos a até o quarto da Sara para
registrar esse café pequeno!

As oito mãos que criaram a minha colcha!














Como podem ver, a minha colcha é linda, maravilhora, encantadora, exuberante e tudo de bom que posso imaginar. É organizada, é para a vida toda, muito obrigada por esse café pequeno, amei!

domingo, 17 de julho de 2011

Presente Gustavo

Mimo da Karine para o Gu - Ele adorou o aviãozinho!!!

Presentes Danilo


Mocinho do Campo

Ursinho de pelúcia

Animais do Campo - Ovelhinha

Animais do Zoo - Leãozinho

Meninos Marinheiros

Toalha de Toca - Animais do Zoo

Toalha de Toca - Animais do Zoo

Animais do Zoo - Avestruz

Animais do Zoo - Oncinha

Lindo o Ursinho - Presente da Karine - Combinou com a Manta!!!



Manta de Ursinhos Brincalhões

Ursinhos Brincalhões - Centro da Manta

Ursinhos Brincalhões - Cantos da Manta

terça-feira, 21 de junho de 2011

Aparecida do Norte

Maio/2011 - Cidade de Aparecida do Norte/SP




Basílica de Nossa Senhora Aparecida.
Vista da Passarela.


Vista do Estacionamento.




Basílica Velha de Nossa Senhora Aparecida.


Shopping dos Romeiros.
À direita a entrada do shopping.


Pessoas importantes em momentos importantes.

Ótimo passeio com essas donas!!!

Campos do Jordão

Campos do Jordão está localizado na Serra da Mantiqueira.
A cidade tem altitude de 1.628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro, considerando-se a altitude da sede.
Dista 173 km da cidade de São Paulo, 350 km do Rio de Janeiro e 500 km de Belo Horizonte.
Sua principal via de acesso rodoviário é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, que tem início em Taubaté, município localizado a 45 km da cidade.

A cidade não tem grandes pontes e nem altos edifícios, mas é cada vez mais acolhedor.

Um ótimo lugar para passear com a família, seja nas épocas agitadas do festival de inverno ou em épocas calmas do restante do ano. A natureza faz com que as temporada turísticas sejam eternas.



A Ducha de Prata em Campos do Jordão é formada por várias duchas artificiais que vislumbram os visitantes, nesta canalização desembocam águas vindas do represamento do Ribeirão das Perdizes.




Em meio à natureza exuberante da serra, além de nos deliciamos com as águas da Ducha, podemos ainda utilizar  as plataformas de madeira para tomar banhos frios e saudáveis.

Local excelente para tirar fotos em meio às pedras e trilhas, ou simplesmente relaxar escutando o som das águas e dos pássaros.
 

Contam os comerciantes do local que antigamente os hóspedes da antiga e famosa Pensão Inglesa banhavam-se nas duchas.

Este tradicional ponto turístico está localizado no bairro de Vila Inglesa, na estrada para a Vila Capivari.

Além das quedas d'água encontramos ainda barraquinhas com produtos artesanais e souvenirs, para lembrarmos sempre da visita à Campos do Jordão.


A minha visita a Campos de Jordão foi em Maio/2011, ainda não estava acontecendo os festivais de inverno, mas o frio era enorme!!!

Simplicidade

   "Sou do tempo em que tristeza era curada com um pedaço de goiabada com queijo, mas hoje não. Qualquer tristezazinha já tem de ser medicada com comprimidos que entorpecem a alma. Eu já disse para a Liana não dar ouvidos ao médico que ela arrumou para curar a sua depressão. Coisa mais esquisita. Só porque está um pouco ansiosa, fato normalíssimo na vida humana. já foi diagnosticada como deprimida. Tristeza agora tem outro nome?
  Isso é falta do que fazer. Se lavasse uma mala de roupa por dia, certamente estaria bem cansada para dormir a noite toda, mas não. São três ou quatro empregadas. Passa o dia todo sem colocar a mão numa louça suja. Deixo pra lá!
   [...]
   Eu andei plantando umas mudas de alecrim na porta da cozinha e agora preciso esperar o tempo da terra. Lembro-me de que minha mãe gostava de repetir que a terra tem o seu ritmo próprio. Gostava de plantar roseiras em dias de Sexta-feira da Paixão. Fazia as mudas com as podas, e depois distribuía entre a vizinhas como se estivesse curando as dores do mundo.
   Nunca vi uma mulher mais resignada que minha mãe. A sua labuta não tinha tréguas. O ofício de ser mulher era aprendido e ensinado nas pequenas coisas. Broa de fubá com amendoim era sua especialidade. - Forno é lugar por onde a gente prende o marido! - dizia. Eu levei tempo para entender, mas os sabores são laços que garantem a conjugação do amor eterno. Não há amor que resista a um arroz requentado. Coisa mais triste é ver pingar a água no arroz encaroçado na panela fria. O bom do amor é sentir o cheiro do alho no óleo quente, o barulhinho do arroz refogando, dourando junto da cebola moída, só pra dar gosto. Doura o arroz, dura, dura o amor.
   Um arroz feito na hora é um tijolo na reforma do mundo. O cozimento que o fogo realiza parece atingir uma realidade superior, imaterial. a cozinha é lugar de amor eterno. Moa nos potes de tempero, nas latas de quitanda fresca, nos tabuleiros de bolos caseiros e pães artesanais.
   Sou da época em que o fogão à lenha era o coração da casa. A labareda e seu poder de manter os filhos ao redor da mesa! A vida era artesanal. A felicidade se escondia numa panela de barro com carne moída e abobrinha.
   Sou do tempo em que o mingau de fubá era a primeira refeição do dia. A roupa branca quarando no varal, o cheiro de broa de milho, o calor do forno de tambor que ficava na varanda. Vida emoldurada de matéria simples, quase silenciosa.
   Essa vida moderna não tem nada de artesanal. Tudo é feito às pressas. Antes, a vida demorava para acontecer. A confecção de um vestido cumpria os passos de um ritual. A procura do modelo, a compra do tecido, os aviamentos, a escolha da costureira, a negociação. Depois, a primeira prova, a segunda, e, finalmente, o vestido pronto. Hoje não. Olha na vitrine e leva. Não há espaço para a espera que nos permite ocupar a mente. Os sabores não demoram em nós. O prazer da roupa nova é reduzido drasticamente ao momento da compra e ao primeiro uso. Antes, o prazer de procurar os detalhes. Deleite prolongado talhando a alma, tal qual a tesoura talha o tecido. A costura, os bordados, os reparos. O todo constituído de partes que nos ensinavam a saborear o período das esperas.
   Recordo-me. A jabuticabeira florida era epifania de uma felicidade de época. Alegrias com cores de novembro. Chuvas torrenciais que nos permitiam tardes de prazeres delicados. Observar a metamorfose das flores em frutos era satisfação sem preço. A natureza costurada de regras consumava diante de nossos olhos o ditado bíblico que diz que debaixo do céu há um tempo para cada coisa. Era o tempo alinhavando os destinos das floradas, enquanto no silêncio do coração uma primavera fora insistida em lançar pequenos brotos.
   Sou do tempo em que tristeza era curada com uma mala de roupa pra lavar. O sabão e sua espuma sugerindo limpeza. Por dentro e por fora. A mesma água lavando sujeiras diferentes, alvejando roupas e alma num mesmo movimento. Tanque cura tristeza. Sol quente favorecendo o desejo de quarar as mazelas do mundo, retirando as manchas do tempo, os desatinos do passado. A água e sua capacidade de atingir o mais profundo, ultrapassando a pele e chegando aos destinos mais ocultos. A sujeira da roupa sendo desfeita pela força dos gestos das mãos. Do gesto, o que se desprende, como se houvesse uma continuidade que os olhos não enxergam, mas que a alma recebe em silêncio, prostrada.
     [...]
   Sou do tempo em que jardim não era artigo de luxo. Cada família cultivava o seu. Hoje arrumaram até paisagistas para darem jeito nas feiuras do mundo. Solução fácil não existe. Cada um deveria cuidar da feiura mais próxima. Eu cuido. Tenho uma unha no pé esquerdo que é um desacato de tão feia! Faço de tudo pra melhorá-la. É só assim que o mundo pode ter jeito. Só quem cuida das unhas dos pés é capaz de realizar uma revolução estética na humanidade. Dizem que sou detalhista. Não sei se sou. Se acreditar que cuidar das miudezas é um jeito de construir a totalidade, então eu sou. Mas uma coisa é certa: mulher tem de usar brincos. O movimento do 'não' sem o barulho delicado de pequenos penduricalhos parece não ter autoridade.
   Acho que estou ficando triste, ou deprimida, não sei. - Me traz um pedaço de goiabada com queijo, minha filha!
     Antes prevenir, que remediar."


Simplicidade - Mulheres de Aço e de Flores - Fábio de Melo